Partilhas de vida de um jovem de calça jeans e tênis, que é internauta, Engenheiro de Produção, Professor, "lasca-se" todo dia, vai ao cinema, ouve músicas, passeia com os amigos, pronto pra tudo e deseja ser um santo do século XXI (ah... para entender tudo isso, leia o 1º post!)
19 de julho de 2012
A-MI-GO - Série: Bons Hábitos #7
Alguns amigos, acabamos escolhendo por emoções que surgem nas mais diversas situações. Outros, simplesmente tornam-se amigos e nem nos lembramos do início de tamanha confiança.
No entanto, independente de como um amigo tenha se achegado até nós, ele acaba tornando-se uma parte viva de cada um de nós.
Cultivar amigos, assim como cultivar um jardim, é hábito. Uma pessoa que se habitua a ser amigável, ela acaba cativando as pessoas a sua volta e, com o tempo, essas vão se tornando parte de sua vida e, consequentemente, amigas.
No entanto, para que as amizades produzam raízes profundas, é preciso que haja intimidade! E a intimidade se dá em consequência de partilha! E a partilha, em consequência de abertura! E a abertura se manifesta pelo diálogo, pelo olhar, pela companhia, ...
Quem tem ao menos um bom amigo, sabe do valor de cada uma das coisas descritas acima...
Muitas amizades são construídas ao longo da vida. E isto não me inquieta...
Afinal, mesmo que um amigo parta, mesmo que a distância nos separe, sempre haverá carinho e reconhecimento.
O que me inquieta é saber que o próprio Cristo já não nos chama mais servos, mas sim de AMIGOS! E que o amigo se dá a conhecer...
Como Deus pode me conhecer? Apenas vigiando-me? Não! É preciso que eu me dê a conhecer ao Senhor, se quiser tê-lo como amigo. E a forma de eu fazer isso é tendo uma vida de oração pessoal (sim, aquela que eu falo o que está no meu coração a Deus), uma vida de confissão (melhores amigos conhecem defeitos), quando me faço próximo, quando converso, o ouço na Palavra, o comungo na Missa (momento de maior intimidade entre nós), quando o amo no irmão mais pobre, quando vejo sua manifestação de amor na natureza, quando o busco em tudo que está a minha volta. Só assim cultivaremos intimidade! Só assim seremos amigos de verdade!
Além da intimidade própria da amizade, ainda cultivamos, entre amigos, o hábito de nos preocuparmos com essa pessoa, com o que ela está sentindo... aliás, existem situações que, se fossem possíveis, tiraríamos da pessoa e sofreríamos por ela...
Na nossa amizade com Deus precisa ser assim também. Não sou somente eu que tenho necessidades nesta relação de amizade. O que será que Deus precisa? Talvez, precise de consolo por ver tantos filhos perdidos em caminhos errantes. E daí vem a pergunta: Tenho sido eu um consolo ao coração de Deus? Ou tenho sido mais uma decepção a Ele? O que Deus pensa do que estou fazendo agora? Será que estou causando alegria a Ele neste momento?
Tratar a Deus como um amigo como Ele próprio nos chama é tratá-lo verdadeiramente como um AMIGO
A-MI-GO!
Portanto, o nosso bom hábito deste mês será este: cultivarei a minha amizade com Deus!
Para isso, precisarei lhe dar atenção, carinho, precisarei dialogar (ouvir e falar), ... precisarei ser um consolo ao seu coração!
Cultivarei minha amizade com Deus!
Aliás, o que será que Deus está pensando de mim (de você) e de minha (de sua) atitude agora, hein?!?
Pergunte-se! Desafie-se! Cultive esta linda amizade com Deus! Se cultivar sua amizade com Deus, será muito mais feliz! Eu garanto!
Fraternalmente, Thiago Pignatti de Freitas
27 de maio de 2012
QUER UM SORRISO? - Série: Bons Hábitos #6
Na nossa série BONS HÁBITOS, gostaria de
fazer memória a alguém que tinha um belo sorriso e partiu há alguns dias para a
Casa do Pai: Murilo Vieira.
Aliás, o novo bom hábito deste mês será
este: o sorriso!
Segue um trecho da formação de Padre Beto:
“Com cerca de
quatro meses de idade uma criança tem a capacidade de expressar um sorriso se
alguém lhe faz cócegas em sua barriga. Quando a mesma criança atinge um ano já
possui desenvolvido seu senso de humor, ou seja, o entendimento para situações
cômicas e engraçadas. Ela é capaz, por exemplo, de reagir com uma bela risada
ao ver sua mãe chacoalhar de propósito uma mamadeira ou lhe fazer alguma
careta. Existem aquelas pessoas que, a partir de seus primeiros anos de vida,
não param mais de desenvolver a capacidade humorística e aumentar o habito do
riso; outras, porém, desenvolvem sua potencialidade para o humor com
timidez ou acabam deixando que ela se atrofie quase que totalmente. Sem dúvida,
o humor e o sorriso são frutos de um estado de espírito, mas também não deixam
de ser hábitos que podem e devem ser praticados. "Por sofrer tanto neste
mundo, o homem foi obrigado a descobrir o riso" (Friedrich Nietzsche).
A palavra
humor vem do latim (humore) que significa substância líquida ou semilíquida. Na
antiguidade, o humor era o remédio dos médicos para manter o equilíbrio dos
líquidos do corpo. Este significado acabou se perdendo com o passar do tempo e,
somente no final do século vinte, começou a ser redescoberto. Uma cena cômica,
uma boa piada ou cócegas na barriga constituem, segundo muitos cientistas, um
caminho nobre para o inconsciente e um verdadeiro relaxamento da psique. Ao
darmos aquela gostosa e solta gargalhada reativamos as mais antigas regiões do
cérebro e descansamos as mais jovens. Surge um estado meditativo e nossa
memória passa por um processo de purificação. Os problemas do cotidiano são
esquecidos por alguns momentos e mais tarde possuímos mais força para
enfrentá-los. Mesmo que forçado, o humor é um meio de entender as adversidades
do cotidiano com mais leveza. Até mesmo diante de doenças, o riso provoca
efeitos colaterais significativos, como mostra o filme "Patch Adams - O
Amor é Contagioso".
Não sorrir
representa uma terrível contradição com a mensagem de Jesus Cristo. O Deus da
Vida não deseja outra coisa que não seja o sorriso do ser humano. Jesus foi,
com certeza, uma pessoa com senso de humor e de alegria contagiantes. Tanto seu
nascimento como sua ressurreição são motivos de alegria (Jo. 8, 56; Lc. 1, 14)
e a vivência da fé em comunidade não pode ser algo triste (At. 2, 46). O
cristianismo deve ser a religião do riso, para quem acredita seriamente em sua
mensagem. De qualquer forma, basta olhar para as diversidades de nosso cotidiano
para perceber que o riso é algo de sagrado. Portanto, mesmo sem vontade,
sorria! "A vida é muito importante para ser levada a sério" (Oscar
Wilde).”
Ah... e por que escrevi do Murilo? Porque
além de ter um lindo sorriso, quando estava em momentos difíceis, internado,
lutando contra um câncer, ele postou esta foto e escreveu em seu facebook:
![]() |
E ASSIM SIGO MINHA LUTA, COM UM SORRISO
ESTAMPADO NO ROSTO POR SABER QUE DEUS ESTÁ COMIGO E COLOCOU ANJOS PARA CUIDAREM
DE MIM.
TEM ANJO COM O NOME DE FAMILIA, ANJO QUE
CHAMA AMIGO, ANJO DE “JALECO BRANCO” QUE ADORA DAR “PICADINHA”; TEM ATÉ ANJO DE
BIGODE, ANJO COM BARRIGUINHA, ANJO CARECA, ANJO CABELUDO, DE ÓCULOS OU SEM…
AHHH… TAMBÉM TEM ANJO ASSIM COMO VOCÊ, QUE
JÁ DISPENSOU AO MENOS UM MINUTO DE SUA VIDA PARA REZAR POR MIM… AGRADEÇO A DEUS
PELA VIDA DE CADA UM E PEÇO QUE ELE ABENÇOE VOCÊS A CADA DIA…
QUER UM SORRISO? EU TE DOU…INDEPENDENTE DA
SITUAÇÃO QUE VIVO…VIVO FELIZ!!!
E ASSIM VOU EU, NA CERTEZA DE QUE A VITÓRIA
JÁ NOS FOI DADA, E SEM MEDO DE VIVER O QUE HÁ DE VIR….
Mas, mais do que isso, o Murilo testemunhou
a presença de Deus em sua vida através de seu sorriso!
Saudades, Murilo!
Força, Aline! Logo encontraremos o Murilo de
novo na Casa do Pai! E ele ainda nos receberá com o mais belo sorriso! Pode
acreditar!
Fraternalmente,
Thiago Pignatti de Freitas
(decalcajeansetenis.org)
ORAÇÃO DIÁRIA DO ROSÁRIO - Série: Bons Hábitos #5
Em nossa
última formação, traçamos como bom hábito a busca de uma vida de santidade. E,
logo quando se fala de santidade, logo me assalta os pensamentos o nome do
Beato João Paulo II, Santo Antônio de Pádua, dos 3 pastorinhos que puderam ver
Nossa Senhora de Fátima e tantos outros. Todos com algo em comum, além da busca
constante de santidade: a devoção à Virgem Maria!
Não haveria
como eu passar pelo mês de Maio e não falar a respeito desta Mulher e Senhora,
Mãe de Deus e nossa! A Senhora de Fátima, a Senhora do Rosário, a Senhora de
Aparecida, Mãe do Cristo, minha Mãe, nossa Mãe!
Foi no dia
13 de Maio, que Nossa Senhora de Fátima apareceu pela 1ª vez a Jacinta,
Francisco e Lúcia. E, depois daquele dia, a vida deles nunca mais foram as
mesmas! O mundo nunca mais foi o mesmo!
Diversas
vezes a Senhora de Fátima apareceu às crianças e mostrou-lhes o Céu e o
Inferno, o sofrimento do Coração de Deus e de seu Imaculado Coração por tantas
almas se perderem nos caminhos dos maus.
Deu-lhes uma
missão: a ORAÇÃO DIÁRIA DO ROSÁRIO!
Uma oração
que, como explica o Beato João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virignis
Mariae, “nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo (...) Meditar
com o Rosário significa entregar os nossos cuidados aos corações
misericordiosos de Cristo e da sua Mãe.”
Sempre que víamos
o beato João Paulo II num momento de pausa, no papamóvel, ou mesmo nos
encontros mais longos com jovens (enquanto ouviam músicas ou executavam
danças), era frequente perceber que, naquele instante, estava a rezar o terço.
O presente que mais gostava de oferecer a todos os que o visitavam, mesmo aos
que não eram católicos, nem tinham fé, era sempre o terço.
Mesmo depois
de ser eleito Papa nunca deixou de assinalar a devoção dos primeiros sábados,
segundo os pedidos da Virgem de Fátima, tal como o fazia na Polônia. “O Rosário
é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e
profundidade”. Estas palavras de João Paulo II, proferidas em 29 de Outubro de 1978,
uma semana depois de ser Papa, são esclarecedoras da sua devoção.
Com certeza,
a via para que João Paulo II alcançasse uma vida de santidade foi a Virgem
Maria e a oração diária do Rosário.
Quer viver
uma vida de santidade? Pratique este bom hábito: ORAÇÃO DIÁRIA DO ROSÁRIO!
Aliás, para
terminar esta formação: Deseja experimentar grandes milagres em sua vida?
Medite e reze o rosário todos os dias!!!
Enfim, eu
desafio: que haja traição, discórdias, prostituição, filhos envolvidos com
drogas, alcoolismo, separação, em uma família que reze unida o Rosário todos os
dias!
Pense nisso!
Pratique
este bom hábito! Aceite este desafio!
Fraternalmente,
Thiago
Pignatti de Freitas
decalcajeansetenis.org
27 de março de 2012
VIDA DE SANTIDADE - Série: Bons Hábitos #4
Na última quarta-feira,
celebramos, em nossa paróquia, a FESTA DO PERDÃO! Fomos convidados a realizar
uma verdadeira confissão de nossas vidas e, ainda mais, fomos convidados a
realizar uma verdadeira conversão em nossas vidas.
Espero que você, caro(a)
leitor(a), tenha aproveitado muito este dia! Se não aproveitou, marque um dia
na secretaria paroquial e confesse-se! Não perca a oportunidade nesta Quaresma,
para que possa celebrar esta Páscoa como uma verdadeira PASSAGEM da vida antiga
para uma nova vida.
Confessar-se exige praticar
os três primeiros bons hábitos que falamos nesta formação em edições passadas:
1º REALIZAR UMA REVISÃO DE
VIDA DIARIAMENTE
2º ACOLHER O NOVO DIA COMO
UMA NOVA VIDA
3º VIVER HOJE COMO SE FOSSE O
ÚLTIMO DIA DE MINHA VIDA
Aliás, a última formação, o
3º bom hábito: VIVEREI HOJE COMO SE FOSSE O ÚLTIMO DIA DE MINHA VIDA, causou-me
dois importantes questionamentos que gostaria de responder ao primeiro nesta
formação.
Ouvi de um jovem a seguinte
indagação: Thiago, se fôssemos viver o hoje como se fosse o último dia de
nossas vidas, será que não seríamos inconsequentes em nossas ações tentando
fazer coisas que nunca fizemos na vida por sabermos que não eram corretas?
Antes de dar-lhe qualquer
resposta, confesso que silenciei, olhei-o profundamente nos olhos, respirei bem
fundo e respondi: Esta é a diferença
entre um jovem que busca viver os sonhos de Deus e aquele que busca viver suas
ilusões inconsequentes!
Vou explicar-me: Na verdade,
todos nós somos permeados pela morte durante toda a vida, pois como diz os
ditados: “Para morrer, basta estar vivo.” ou “A morte é a única certeza que
temos na vida.”.
Em verdade, todos nós sabemos
que podemos morrer a qualquer instante. E todos nós buscamos aquilo que sonhamos
e queremos fazer. Uma pessoa que tem sonhos inconsequentes (na verdade, ilusões
– me explico nas próximas formações) vive de maneira inconsequente. E pode ser
que não seja o último dia de nossas vidas. E aí a vida nos impõe a grande
regra: Toda escolha exige renúncias e tem
consequências!
Agora, pessoas que vivem os
sonhos de Deus e sonham segundo os planos de Deus, assim elas realizam em suas
próprias vidas! E se não for o último dia, viverá o doce sabor de cumprir a
Vontade de Deus!
E, nessa vida, então,
cumpre-se a promessa de Deus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo
o mais vos será dado em acréscimo.”.
Um jovem que vive segundo os
desígnios de Deus, sabe que deverá devolver a Deus a própria vida. E ele deseja
devolver de maneira pura, intacta. Portanto, com certeza, no último dia de sua
vida, buscará deixá-la da forma mais perfeita possível para entregar de volta a
Deus!
Viver cada dia como se fosse o
último dia de nossas vidas é viver buscando incessantemente acertar. Buscando
amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Buscando
sempre acertar! E, quando errar, levantar e recomeçar rapidamente! E levantar!
E levantar de novo! E levantar quantas vezes forem necessárias! E levantar,
desejando nunca mais cair no mesmo lugar! E assim se constitui uma vida de
santidade!
Na verdade, meu caro jovem da
pergunta, a intenção é que possamos chegar ao dia em que quando soubermos que
chegamos ao último dia de nossas vidas e alguém nos perguntar o que faremos
neste dia, possamos responder: “Continuarei vivendo da mesma forma!”.
Vivendo da mesma forma, por
saber que diariamente tem buscado uma vida de santidade!
E, então, este será nosso 4º
bom hábito: BUSCAR UMA VIDA DE
SANTIDADE DIARIAMENTE!
Vivendo os dois maiores
mandamentos, os dez mandamentos, os sonhos de Deus e buscando sempre acertar!
E, quando errar, levantar e recomeçar rapidamente!
Que possamos morrer com
Cristo na Cruz, para ressuscitarmos com Cristo na Glória!
Feliz e Santa Páscoa! Feliz
Passagem! Feliz Vida Nova!
Fraternalmente,
Thiago Pignatti de Freitas
30 de janeiro de 2012
O ÚLTIMO DIA DE MINHA VIDA - Série: Bons Hábitos #3
O que você faria se
descobrisse que hoje é o último dia de sua vida?
Com certeza, você adiaria
tantas coisas bobas que você programou para fazer hoje e faria coisas que
considera muito mais importantes.
Se hoje fosse o último dia, a
minha realidade seria diferente e a sua também!
Talvez muitas das
preocupações exageradas que você tem alimentado seriam deixadas de lado e você
viveria intensamente este dia.
Diria, talvez, às pessoas que
você ama o quanto elas são importantes para você!
Talvez, fosse mais
carinhoso(a), mais obediente, mais alegre, ...
Mas, quem garante que hoje
não é o último dia de sua vida?
Quem garante que não é o
último dia da pessoa que você ama?
Portanto, devemos acolher,
conversar, brincar, trocar carinho e nos despedir de todas as pessoas com quem
convivemos como se fosse a última vez!
Pense em todas as pessoas que
você encontrou neste dia ou ontem... se você não tiver mais a oportunidade de
vê-las... Você manifestou todo o seu amor? Não ficará com pesos pela forma como
foi a relação de vocês? Manifestou carinho? Abraçou? Beijou?
Aliás, você tem ligado para
pessoas que vivem distantes de você, mas que você ama?
Charles Chaplin, com toda sua
vivência de artista, principalmente de teatros, um dia, escreveu: “A vida é uma
peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e
viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”
Sábio conselho o de Chaplin.
“E, agora, o que farei com
este último e precioso dia que resta em meu poder?” (Og Mandino)
Talvez, você demoraria mais
naquele jantar esperando seu esposo para sentar-se com você a mesa... talvez,
você não teria se levantado tão rapidamente e teria conversado com sua esposa
ao acabar de comer... Talvez tivesse olhado o caderno de seu filho ou a fase do
vídeo game que ele completou...
Com nosso segundo bom hábito,
de acolher cada dia como uma vida nova, já entendemos que não podemos reviver
os fatos do passado, pois o ontem já não volta mais... Mas, precisamos entender
que nossas preocupações não apressam o amanhã!
Lógico que precisamos (e
DEVEMOS!) construir hoje com esperanças no futuro. Precisamos planejar o que
faremos. Precisamos plantar hoje, na esperança da colheita que virá. Mas, não
devemos antecipar preocupações, vivendo-as antes mesmo de termos certeza que
virão...
Como nos diz Jesus no
evangelho de Mateus, capítulo 6, versículos 27 e 34: “Quem de vós pode, com sua
preocupação, acrescentar um só dia à duração de sua vida? Portanto, não vos
preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá sua própria
preocupação!”.
Está lendo este artigo,
portanto, você encontra-se vivo ainda! E o dia de hoje é tudo o que você tem!
Viva-o intensamente! Como se fosse seu último dia!
Nosso terceiro bom hábito:
VIVEREI HOJE COMO SE FOSSE O ÚLTIMO DIA DE MINHA VIDA!
Abrace seus filhos! Acaricie
sua (seu) esposa (o)! Ligue para seus amigos! Ame!
Como nos disse Padre Leó:
“Viva como se fosse o último dia de sua vida. Um dia você acerta!”
E, caso não seja, ao
terminá-lo, “caia de joelhos e agradeça aos céus.”
Fraternalmente,
Thiago Pignatti de Freitas
www.decalcajeansetenis.org
18 de janeiro de 2012
UM NOVO DIA, UMA NOVA VIDA - Série: Bons Hábitos #2
Iniciamos a série BONS
HÁBITOS - uma formação concebida por pura observação de que santos, pessoas de
sucesso, realizadas e felizes possuíram e possuem bons hábitos.
Os bons hábitos
precisam ser nutridos dentro de cada um de nós.
Hábitos
são como árvores – não basta plantarmos, é preciso regar, cuidar, dar toda
manutenção e atenção necessárias.
E, o
primeiro bom hábito que estabelecemos para ser nutrido é: REALIZAR UMA REVISÃO
DE VIDA DIARIAMENTE.
Quando
realizamos uma revisão de vida, podemos nos deparar com duas situações:
-
verificar que realmente é bom um ato ou uma atitude e devemos, então, buscá-la
repetir; ou,
-
constatar que foi ruim realizar aquele ato ou tomar aquela atitude e que não
queremos mais repetir.
No
entanto, quando descobrimos erros ou situações ruins, pecados, podemos apenas
nos arrepender – e devemos fazer sinceramente – no entanto, não temos como
voltar no tempo e mudar a situação, revivê-la, não cometer o erro... não somos
donos do tempo. Podemos – e devemos – nos arrepender e colocar como meta nunca
mais cometer o mesmo erro.
Outras
situações como quando alguém “pisa na bola” com a gente, quando somos traídos,
também são situações que não temos como voltar no tempo... sentimos raiva e
precisamos superá-la, pois, caso contrário, ela acabará nos matando
interiormente...
Mas, com
todo o arrependimento de meu erro, como não alimentar a culpa? Com toda a
traição de outras pessoas, como não alimentar o ressentimento que me mata
interiormente?
Primeiramente,
precisamos fazer a REVISÃO DE VIDA no dia, transformar esta revisão em oração e
tomar a atitude de COMEÇAR TUDO DE NOVO!
Quando
digo COMEÇAR TUDO DE NOVO significa que ao acordar saudarei o novo dia com
alegria e com amor, como se fosse o PRIMEIRO DIA DE MINHA VIDA!
Acordarei
com a disposição de começar uma nova vida, um novo tempo!
O que
passou, passou! Ficou para trás! Não tem como voltar atrás... Posso reparar o
erro, posso perdoar as atitudes, mas jamais poderei apagar o que foi vivido.
Portanto, começarei um novo tempo! Virarei a página! Começarei folha em branco!
Estabelecerei novas metas! Buscarei mais santidade, mais felicidade, mais
amizade com Deus!
Aliás,
esta é a melhor hipótese! Afinal, quando apagamos, as marcas continuam...
Portanto, arranquemos as folhas antigas... comecemos uma nova folha, um novo
caderno, um novo tempo!
Levantemos
decididos a começar vida nova!
Tome um
bom banho! Vista-se bem! Passe perfume! Arrume-se! Saia – nem que for apenas
para uma volta no quarteirão! Levante a cabeça! Sorria! Contemple as belezas da
natureza! Ria! Ria de você! Alegre-se! Comece um novo tempo, uma nova vida!
Você se sentirá bem melhor e poderá experimentar uma nova vida!
E este
será nosso segundo hábito: ACOLHER O NOVO DIA COMO UMA NOVA VIDA!
Exercite!
Durante todo este mês, pratique este hábito! Você se sentirá mais feliz e
poderá ser ainda mais santo(a)!
Feliz
2012! Feliz vida nova hoje!
Fraternalmente,
Thiago
Pignatti de Freitas
www.decalcajeansetenis.org
27 de novembro de 2011
REVISÃO DE VIDA - Série: Bons Hábitos #1
Viu... o que está
acontecendo?
Antigamente, os enfeites de
Natal, os presépios eram montados no 1º Domingo do Advento, bem próximo a
dezembro – seria neste domingo (27/11/11)...
Qual não foi minha surpresa
quando, no fim de outubro, cheguei ao Shopping de Bauru para almoçar e as lojas
estavam sendo enfeitadas para o Natal...
Fiquei um pouco preocupado,
pois achei que o Natal seria mais cedo e eu nem teria recebido o tal do 13º salário
para comprar um presentinho para as pessoas que amo... Depois, lembrei-me que
não tinha jeito de adiantar; afinal, eu imagino que as pessoas ainda lembrem
que Natal é o dia em que revivemos o nascimento do Menino-Deus, o nascimento de
Jesus!
No entanto, sempre que chega
próximo ao Natal, começam as tais músicas natalinas a serem tocadas em todas as
lojas, em todas as rádios, em todas as esquinas,... quando não, até naqueles
carros que passam com som alto para que todos saibam o que ele está ouvindo...
Músicas, presépios, árvores
de Natal, enfeites, Papai Noel, nostalgia...
É... Natal e fim de ano
sempre trazem uma tal nostalgia (leve sentimento de pesar despertado pela
lembrança)... e, para completar, uma certa musiquinha (que eu gosto muito!!!)
começa assim: “Então é Natal! O que você fez?”
Nesta época, as pessoas
passam a rever suas vidas e avaliar no que acertaram e no que erraram...
Contemplam as coisas boas e os sucessos! Mas, muitas e muitas vezes, curtem a
decepção de ter deixado se passar mais um ano sem grandes realizações, sem
cumprir as promessas feitas no final de ano anterior...
Rever a vida é um bom hábito,
um hábito louvável! Mas, aguardar o fim de ano para realizar este hábito, não é
tão bom assim... Afinal, por que esperar um ano todo dando “murro em ponta de
faca”? Por que não revejo com maior frequência?
Bom... o final de ano já
chegou e devo aproveitar o momento para rever minha vida; mas, devo tornar isto
um hábito constante em minha vida.
Na verdade, durante alguns
dias, eu fiquei tentando encontrar qual era a diferença comum entre um santo e
uma pessoa que não viveu a santidade, entre uma pessoa de sucesso e uma pessoa
fracassada, entre uma pessoa feliz e realizada e uma pessoa ressentida e
infeliz; e, eu acredito ter descoberto por ajuda de algumas pessoas: a
diferença está nos hábitos dessas pessoas!!! Santos, pessoas de sucesso,
pessoas felizes e realizadas mantêm bons hábitos!
Portanto, começaremos, a
partir deste mês, uma série denominada BONS HÁBITOS!
Para se criar hábitos é
preciso repetir atitudes constantemente! E, a primeira das atitudes será esta:
farei a revisão de minha vida DIARIAMENTE! Conservarei os bons hábitos que me
fazem um jovem mais santo e me arrependerei e mudarei as atitudes que não me
constroem ou que são contrários aos planos de Deus em minha vida! E assim serei
mais santo, uma pessoa de sucesso, muito mais realizado e feliz!
Ah... quanto ao Natal, não se
esqueça: é NASCIMENTO DE JESUS!
Portanto, o único presente
com que você deve se preocupar é com aquele que você dará ao aniversariante!
E aí? Qual presente você dará
para Jesus neste Natal?
Boas reflexões!
Fraternalmente,
Thiago Pignatti de Freitas
8 de outubro de 2011
MODELOS NA NET - Mídias Sociais #2
#fikadik
Internet. Orkut, Twitter, Blog, e-mail,
sites…
Muitos novos (e nem tão novos) meios de
comunicação.
Algumas declarações de João Paulo II e,
agora, com mais intensidade, do Papa Bento XVI a respeito dos meios de
comunicação.
Em contrapartida, algumas notícias bem
recentes a respeito do assunto:
“Dois adolescentes gaúchos (14 e 16 anos)
fazem sexo no Twitcam (ferramenta do Twitter) e são assistidos por mais de 25
mil pessoas.” (info.abril.com.br)
“Sacanagem dos Meninos (da Vila) na Twitcam
– jogadores discutem com torcedores.” (globoesporte.globo.com)
Mas, o que o fenômeno da internet tem
causado em nós, hoje?
Pois bem, vejamos.
Aos jovens que participaram do AcampaJovem (#acampajovem , na linguagem do twitter),
no primeiro momento que paramos para conversar, o César repetiu por diversas
vezes duas frases: “Não há expressão exterior que não revele o que há no
interior da pessoa.” e “A alma não tem segredo que o comportamento não revele.”
– e, enquanto ele pregava, eu twittei isto para o mundo ouvir.
O que tem acontecido e tem sido
constantemente notícia nos jornais apenas revela a forma como a sociedade está
se estruturando: pornografia, sensualidade, desejo de sucesso e de riqueza, eliminar
(matar) o que me incomoda, extorquir, querer sempre levar a vantagem, não saber
perder, falar mal de quem me ofende e de quem me incomoda... os meios de
comunicação estão apenas exteriorizando tudo isto...
E nós, cristãos, o que temos feito contra
tudo isso?
Quais têm sido nossas atitudes nos meios de
comunicação?
- Pornografia e sensualidade: “A castidade é
a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica.” (São Padre
Pio)
- Desejo de sucesso e de riqueza: “O Céu é
pra quem sonha grande, pensa grande, ama grande, mas tem a coragem de viver
pequeno.” (Padre Léo)
- Eliminar (matar) o que me incomoda: “O mal
não se vence com o mal, mas com o bem, que tem em si uma força sobrenatural.”
(São Padre Pio) | “Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata seu
próprio filho para resolver seus problemas.” (Madre Teresa de Calcutá)
- Extorquir, querer sempre levar vantagem:
“É preferível a tristeza de quem suporta a iniqüidade do que a alegria de quem
a comete.” (Santo Agostinho) | “Com a corrupção morre o corpo, com a iniqüidade
morre a alma.” (Santo Agostinho)
- Não saber perder: “O santo rosário é a
‘arma’ que nos ajuda a vencer todas as batalhas.” (São Padre Pio)
-
Falar mal de quem me ofende e de quem me incomoda: “Temos tantos defeitos para
criticar em nós mesmos, por que criticar os defeitos dos outros?” (São Padre
Pio)
Cristãos (seguidores de Cristo), é preciso
darmos FOLLOW em @JesusCristo: chegou a hora de LEVANTARMOS NOSSAS VOZES e
TESTEMUNHARMOS o que Jesus nos ensina!!!
Chega de atitudes que não condizem com a
vivência de um cristão! Chega de sites pornográficos! Chega de palavrões! Chega
de mentiras! Chega de dupla personalidade!
Chegou a hora de EVANGELIZAR!!!
Reveja seu Orkut. Reveja seu twitter. Reveja
seu blog. Reveja os conteúdos de seus e-mails. Reveja seu histórico de visitas.
Quando Jesus nos dá vida nova, é preciso que
nossa conversão seja integral.
Se os sites são de relacionamento, chegou a
hora de ensinarmos a humanidade a se relacionar com Deus! (#fikadik)
Ah... e quanto ao problema dos adolescentes:
Pais, conversem com seus filhos! Eduque-os! E, se preciso, aprendam a mexer no
computador para acompanhá-los. Sentem-se ao lado deles enquanto estão no
computador. Eduque-os a uma vida religiosa. Incentive-os a buscar Deus. E, principalmente,
rezem sempre por eles!
#dik2:
Devemos ser aquele modelo... aquele modelo que tanto falamos no #acampajovem! Precisamos ser ponto de
referência! Sim, precisamos...
Precisamos ser este tal santo de calça jeans e tênis
no mundo de hoje!
Fraternalmente,
Thiago
(Escrito para Informativo Sede Santos em agosto de 2010)
3 de outubro de 2011
SEJA VOCÊ A PESSOA CERTA
Quantas
e quantas vezes já ouvi dizer: “Ainda não encontrei a pessoa certa”, “Será
ele(a) a pessoa certa?”, ...
E
estas frases não são usadas somente por pessoas que procuram um(a) namorado(a),
mas também por quem procura uma pessoa para uma determinada vaga de emprego,
para uma ajuda peculiar, para uma boa amizade, ... para tantas e tantas
situações.
No
entanto, sempre me fica a questão do que seria a pessoa certa; afinal, muitas
vezes a pessoa certa é traduzida pela imensidão de expectativas que criamos em
cima da pessoa a quem procuramos; uma pessoa cheia de qualidades e, de
preferência, sem nenhum defeito.
O
problema é que nossos desejos, vontades e expectativas são voláteis e mudam-se
constantemente. E, o que seria a pessoa certa há dez minutos, já não é mais
para este instante.
Primeiramente, temos que aprender que a “pessoa certa” não é pessoa
perfeita.
Em
segundo lugar, temos que entender que a pessoa mais maravilhosa (redundante,
né?!? – mas, é neste grau mesmo) pode se achegar até nós; mas, se nosso
espírito não estiver preparado para receber com amor a todos que se achegam até
nós, jamais conseguiremos perceber a maravilha que essa pessoa traz em si.
Em
terceiro lugar, aquilo que é maravilhoso a mim, pode não ser a você...
Portanto, a beleza realmente está nos olhos de quem a vê!!! De quem a
recebe!!!
O
maior problema de nossos jovens Y, Z, alfa, ..., não está no fato de serem
hiperativos, mas encontra-se no fato de olharem apressadamente para as pessoas,
em enxergar apenas o que é exterior. Entretanto, como diria o Pequeno Príncipe
de Saint Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos.”
Como postei no blog DE CALÇA JEANS E TÊNIS (agora,.ORG), com o título
“AMOR AO PRÓXIMO, AMOR (AO) PRÓPRIO!”, “Se o mandamento consiste em eu amar ao
próximo como a mim mesmo, eu preciso saber o quanto me amo. Até porque como
posso amar alguém se não amo a mim mesmo?”.
Então, cara(o) irmã(o), se não amo a mim mesmo, jamais serei capaz de
amar alguém de verdade. Se não me amo, não amo ao próximo, não haverá pessoa
que seja certa o suficiente para mim. No entanto, se eu quero a pessoa certa,
EU PRECISO SER A PESSOA CERTA!
A
partir do momento em que eu passo a ser a pessoa certa, começarei a olhar e
acolher as pessoas e situações com amor. Acolhendo com amor, passarei a
encontrar qualidades que estavam escondidas. Ao encontrá-las, terei descoberto
um tesouro. Quando reconheço este tesouro, descubro o valor que a pessoa possui
em minha vida. Descobrindo o valor, passo então a contemplar que ali reside a
pessoa certa para o que busco.
Portanto, deseja a pessoa certa? Seja você a pessoa certa!
Seja você a pessoa certa em sua casa! Seja você o melhor filho, o melhor
pai, a melhor mãe, a(o) melhor irmã(o) que puder ser aos que estão a sua volta;
independente do reconhecimento.
Seja você o(a) estudante certo(a)!
Seja você a(o) irmã(o) de caminhada certo!
Seja você a pessoa certa para se namorar!
Seja você a pessoa certa; e, as pessoas certas a você se achegarão, como
conseqüência de suas atitudes, conseqüência da sua maneira de olhar e encarar o
mundo, as pessoas e as situações!
“Seu amor não é aquilo que você recebe. Seu amor é aquilo que você
oferece. Isso ninguém tira. Isso você leva junto para onde for.”
Boas reflexões!
Fraternalmente,
Thiago Pignatti de Freitas
www.decalcajeansetenis.org
@thiagopignatti
29 de setembro de 2011
RESULTADO - CONCURSO: CAMISETA CRISMA 2011
Conforme anunciado e conforme as regras estabelecidas e divulgadas no endereço http://www.decalcajeansetenis.org/2011/08/concurso-camiseta-crisma-2011.html, anunciamos a camiseta vencedora para a Crisma 2011:
Esta era a camiseta 12, uma mescla de dois modelos (desenho da 2 e frase da 9) do mesmo autor.
O criador da camiseta foi Giovani Thomazelli e, em breve, ele será contatado.
Espero que tenham gostado, pois, afinal, foi também a escolha da maioria dos crismandos.
Agradecemos a todos que participaram!
Deus lhes recompense!
Aliás, existe um prêmio para todos os que participaram também... Aguardem!
Esta era a camiseta 12, uma mescla de dois modelos (desenho da 2 e frase da 9) do mesmo autor.
O criador da camiseta foi Giovani Thomazelli e, em breve, ele será contatado.
Espero que tenham gostado, pois, afinal, foi também a escolha da maioria dos crismandos.
Agradecemos a todos que participaram!
Deus lhes recompense!
Aliás, existe um prêmio para todos os que participaram também... Aguardem!
19 de setembro de 2011
AMOR AO PRÓXIMO, AMOR (AO) PRÓPRIO!
“O segundo
mandamento é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mc 12, 31a)
Sabe quando você lê
um versículo e ele intriga e fica martelando em sua cabeça o dia todo, todo
dia?
(Bom... se você não
sabe, por favor, passe a ler um versículo bíblico por dia para que Deus possa
falar com você! E você descobrirá!)
Pois bem... este
versículo acima tem me intrigado há dias! E alguns amigos próximos – que eu amo
de montão – passarão a entender algumas conversas após esta postagem...
No entanto, o que
tem me intrigado não é – ainda – a minha relação com as pessoas ou a maneira
como tenho agido, mas sim o parâmetro comparativo que Jesus estabeleceu!
Se o mandamento
consiste em eu amar ao próximo como a mim mesmo, eu preciso saber o quanto me amo.
Até porque como
posso amar alguém se não amo a mim mesmo?
Sem amar a mim
mesmo, será que meu amor para com o próximo é sincero? Ou será só aparência?
Obsessão? Apego?
Porque, quando não
nos amamos, quando estamos em crise conosco mesmo, muitas vezes nosso amor ao
próximo é apenas aparência – digamos, um sorriso de uma felicidade que não
nasce na alma.
Aliás, você sabia
que isto é nítido? E que as pessoas que lhe conhecem podem identificar isto
facilmente em você?
Mas aí vem um outro
problema: muitas vezes as pessoas fingem que não vêem, pois assim será mais
fácil, nem precisarão se envolver... e tudo disfarçado por um falso “respeito
humano”...
Por outras vezes,
encontramos um(a) “chato(a)” que se mete na nossa vida e questiona a nossa essência
e vai contra nossas verdades aparentes.
E a gente sente
raiva, medo, tristeza...
E, de vez em
quando, utilizamo-nos destes sentimentos e paramos para repensar e reavaliar e
acabamos mudando...
Outras vezes,
achamos que aquele “chato” é realmente muito chato e nem damos um valor
posterior. Apenas esquecemos...
O problema é que,
ao tomar a segunda atitude, não amaremos ao próximo verdadeiramente, pois não
aprendemos nem assim a nos amar. Passaremos a amar ao próximo como a nós mesmos, isto é, ignorando-os e tratando-os com desdém; afinal, me trato desta maneira – mas,
tudo disfarçado por trás de uma falsa alegria e de um amor fingido...
Agora, quando busco
e encontro minha essência e mudo, passo, então, a ser bem melhor, amar-me de
maneira mais sincera e assim passo a amar ao próximo de verdade, sem
aparências.
Isto é mandamento!
O segundo maior mandamento!
Saiba que se você
não se ama verdadeiramente, não é só você quem perde com isso. O seu próximo
perde, a Igreja perde, o mundo perde!
Portanto, para amar
ao próximo, é preciso amar-se!
E, com certeza,
este versículo ainda continuará a me incomodar muito mais!
Afinal, quando
passo a amar-me, eu passo a amar ao próximo como a mim mesmo?
Mas, será assunto
pra uma outra postagem, em um outro tempo...
Por enquanto, fico
por aqui...
... pensando que o
mundo perde quando não sei amar-me a mim.
Fraternalmente,
o “chato” de
muitos,
Thiago Pignatti de
Freitas
@thiagopignatti
www.decalcajeansetenis.org
16 de setembro de 2011
3ª PARÁBOLA DA MISERICÓRDIA
Esta é a terceira parábola da Misericórdia. A primeira foi a da ovelha perdida; a segunda, o filho pródigo e, agora, a moeda perdida.
Que moeda era essa? Possuía algum valor? Era uma dracma, moeda grega, que equivale, hoje, aproximadamente, R$ 60,00. Mas, notemos os detalhes da parábola:
- A moeda estava na posse da mulher e foi perdida dentro da própria casa. Estava na casa ainda, mas estava perdida.
- A mulher possuía 10 moedas e perdeu apenas uma, retendo ainda 9 moedas.
- Ao dar falta, colocou em ação um plano para encontrar a moeda:
* Acende a candeia – ilumina todos os aposentos e tem a luz perto dos olhos para enxergar bem;
* Varre a casa – acredito que depois de ela procurar, ela percebe que somente varrendo a casa será capaz de encontrar a moeda – isto é, é preciso vasculhar todos os lugares.
* Busca com diligência até a achar – esta expressão “buscar com diligência” também é utilizada em Mt 2,8 quando os magos são instruídos por Herodes para buscar diligentemente o menino, pois também ele queria adorá-lo – isto é, buscar com vontade, com ânimo, até encontrar; sem pensar em desistir ou sem desanimar.
- Quando ela encontra a moeda, faz o fato notório:
* Convoca as amigas e vizinhas;
* Compartilha seu contentamento – aqui é utilizada a mesma expressão usada pelo pastor no versículo 6: REGOZIJAR; já, na parábola do filho pródigo, a expressão correta é CELEBRAR.
Mas, o que essa(s) parábola(s) quer(em) dizer-me?
1. Tudo o que se perdeu era coisa semelhante. Talvez, as parábolas não refiram-se aos perdidos que estão no mundo – e esta é uma nova forma para comungarmos dessas parábolas.
*A ovelha se perdeu das outras ovelhas;
*O filho abandonou seu pai e irmão;
*A moeda foi perdida das outras moedas.
2. O lugar de onde foi perdido ou desgarrado representa um lugar seguro. No caso das ovelhas é um aprisco construído no deserto e no caso do filho é a casa do pai. Em relação à moeda, ela foi perdida de sua proprietária. Se usarmos a parábola da ovelha e a do filho pródigo simbolizando a igreja (ou o céu), por que não também em relação à moeda?
3. Há muitos tipos de perdas representados aqui:
*Como a ovelha, perde-se no caminho ou a caminho, atraído por luzes coloridas que exercem grande atração sobre os cristãos;
*Como o filho pródigo, perde-se por causa da insatisfação e da curiosidade em saber o que está do outro lado da porta;
*Ou como a moeda, perde-se em decorrência da falta de uso. Um talento que se perde porque não foi colocado para trabalhar e gerar mais benefícios.
4. O que representa a dracma/moeda? Pode ser cada um de nós ou pode ser a perda da verdade, da dignidade, do amor, da oração, do jejum, do evangelismo, do prazer espiritual e muitas outras coisas.
5. Nosso tema é a perda da moeda:
#Perdeu-se dentro da própria Igreja;
#Perdeu-se por inércia, morosidade;
#Perdeu-se por causa de algum pecado;
#Perdeu-se por falta de compreensão do seu valor e do que representa para a comunidade;
#Perdeu-se por não compreender seu papel na missão de Deus.
6. As igrejas estão repletas de pessoas perdidas (não no sentido de não-salvas, mas no sentido literal da palavra – sem rumo, esquecidas em algum canto, sem localização, sem função, sem participação, ...). São nossos irmãos e irmãs cujas vidas cristãs não foram desenvolvidas, ou se desenvolvidas foram perdidas, ou cujos talentos foram enferrujados.
As grandes lições da parábola?
-É preciso buscarmos o perdido e se alegrar com seu retorno.
-A perda de alguém de nosso meio deveria produzir algum tipo de dor (lembrando que morte não é perda, mas é ganho – “Viver pra mim é Cristo, morrer pra mim é lucro”).
-A ausência e a desvalorização do outro devem causar em nós estranheza. O outros quando não está com os outros deveria ser notado.
-O nosso olhar comunitário deveria ser igual ao da mulher – alguém não está aqui.
-A nossa ação comunitária deve também ser a mesma – fazer todos os esforços para encontrar o perdido.
-Se formos nós os perdidos, devemos gritar (oração) como a ovelha para ser encontrado por Cristo ou voltar para a casa do Pai como o filho pródigo ou, ao menos, deixarmo-nos sermos encontrados.
-Se o perdido estava ao nosso lado, devemos procurar como o bom pastor, esperar o retorno e se alegrar como o Pai ou procurar diligentemente como a mulher da última parábola.
E, principalmente, não podemos duvidar da possibilidade do retorno do perdido.
“Jesus recebe os pecadores e come com eles.”
Nas três parábolas houve festa. E, hoje, para esta festa acontecer, depende de você!
Fraternalmente,
@thiagopignatti
14 de setembro de 2011
2ª PARÁBOLA DA MISERICÓRDIA - por Santo Agostinho
Sermão de Santo Agostinho sobre o Filho Pródigo (Sermão 112A - sobre Lc 15, 11-32)
“O patrimônio que o filho menor recebeu do Pai é a inteligência, a mente, a memória, o engenho e tudo o que Deus nos deu para que O conhecêssemos e Lhe déssemos culto. Tendo recebido este patrimônio, o filho menor "partiu para um país muito distante". Distância significa: o esquecimento de seu Criador. "Dissipou sua herança vivendo dissolutamente", isto é, consumindo toda sua capacidade em luxúria, em ídolos, em todo tipo de desejos perversos.
Não é de admirar que essa orgia acabasse em fome. Fome não de pão visível mas da verdade invisível.
À margem de Deus, por entregar-se a seus próprios recursos, foi submetido à servidão e lhe tocou o ofício de apascentar porcos, o que significa a servidão mais extrema e imunda que costuma alegrar os demônios.
Alimentava-se então das lavagens de porcos sem poder saciar-se. Lavagens são as vistosas doutrinas do mundo: servem para ostentar mas não para sustentar; alimento digno para porcos, mas não para homens.
Até que, por fim, tomou consciência do lugar em que tinha caído; do quanto tinha perdido; Quem tinha ofendido e a quem se tinha submetido.
Reparai no que diz o Evangelho: "Entrando em si..."; primeiramente, voltou-se para si e só assim pôde voltar para o pai. Dizia talvez: "O meu coração me abandonou (isto é: saí de mim mesmo)" (Sl 40,13); daí que fosse necessário, antes, voltar para si mesmo e assim perceber que se encontrava longe do pai. É o que diz a Escritura quando increpa a alguns, dizendo: "Voltai, pecadores, ao coração! (isto é: voltai, pecadores, a vós mesmos!)" (Is 46,8). Voltando para si mesmo, encontrou-se miserável: "Encontrei, diz ele, a tribulação e a dor e invoquei o nome do Senhor" (Sl 116,3-4). "Quantos empregados, diz ele, há na casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu, aqui, a morrer de fome!" (...)
Levantou-se e voltou. Ele, caído por terra depois de contínuos tropeços. O pai o vê ao longe e sai-lhe ao encontro. É dele que fala o Salmo: "Entendeste meus pensamentos de longe" (Sl 139,2). Que pensamentos? Aqueles que o filho tinha em seu interior. Ele ainda nada tinha dito, só pensava em dizer. O pai, porém, ouvia como se o filho já o estivesse dizendo.
Por vezes, em meio a uma tribulação ou tentação, alguém pensa em orar, e, no próprio ato de pensar o que irá dizer a Deus na oração, considera que é filho e que, como tal, tem direito a reivindicar a misericórdia do Pai. Geralmente, Deus já o está atendendo quando ele diz estas coisas; e mesmo antes, quando as cogita, pois mesmo o pensamento não está oculto ao olhar de Deus. Quando o homem delibera orar, já lá está Aquele que lá estará quando ele começar a oração.
Embora tivesse ainda somente a disposição de falar ao pai, cogitando em seu interior, o pai, que de longe já conhece essas cogitações, foi ao seu encontro.
Que significa "ir ao encontro" senão antecipar-se pela misericórdia? E o pai ordena que o vistam com a primeira veste, aquela que Adão perdera ao pecar. Estas coisas Deus faz através de seus servos, isto é, os ministros da Igreja.
Mandou também matar o bezerro cevado, isto é, que fosse admitido à mesa em que o alimento é Cristo morto. Mata-se o bezerro para todo aquele que, de longe, vem para a Igreja, na qual se prega a morte de Cristo e no Seu corpo o que vem é admitido. Mata-se o bezerro cevado porque o que se tinha perdido foi encontrado.”
A partir deste sermão, voltemo-nos para nós mesmos para que, então, possamos voltar para Deus, nosso Pai, que nos espera ansiosamente e nos aguarda cheio de Misericórdia!
12 de setembro de 2011
1ª PARÁBOLA DA MISERICÓRDIA
São Lucas, em seu
evangelho, relata as três parábolas da misericórdia. 'A ovelha perdida' é a
primeira das três.
Toda vez que
cedemos a curiosidades desmedidas, praticando de passos que não nos são
permitidos, que nos levam pra longe, a ponto de não ouvirmos mais a voz do
Pastor, deixamos a Comunidade... deixamos o nosso lugar de origem.
“[...] fui pra longe, bem longe, bem longe de Ti [...]”
Quando as intenções
estão escurecidas dentro de nós, ao começarmos nos desviar do caminho, ainda
ouvimos a voz do Pastor, mas achamos que, por nos chamar, Ele nos acusa. E este
é um grande erro nosso. Ao nos chamar, o Pastor deseja somente que voltemos a
seus braços! Não importa o que façamos, Deus não nos amará nem mais, nem menos.
Simplesmente, amar-nos-á infinitamente!
Perder-se é dolorido.
Pode ser que nem
percebamos, por estarmos tão calejados pela vida ou por nos isolarmos tanto das
pessoas; mas, mesmo assim, muitas feridas são abertas em nosso interior por
estarmos perdidos. Quando estamos perdidos, sem rumo, passamos a experimentar,
constantemente, angústias. Aliás, se você tem experimentado tantas e tantas
angústias, é momento de reavaliar o lugar onde você está. Muitas vezes,
enganamo-nos a nós mesmos achando que estamos perto do Senhor, somente porque
estamos servindo sempre, estamos sempre na Santa Missa... mas, de nada adianta
a presença física, se o nosso coração encontra-se longe. Muitas vezes, até
fazemos muitas orações, conduzimos orações em grupos, mas não nos sentimos
saciados... é hora de revermos. É necessário que em alguns momentos da vida,
paremos. É preciso que nos coloquemos intimamente sozinhos diante do Senhor e
façamos uma oração sincera - sem cera, sem enrolações, sem querer dizer
palavras bonitas - orações que partam do mais íntimo do nosso coração. É
necessário cultivar uma vida de oração pessoal.
Se a ovelha
permanece quieta, o trabalho do pastor é dificultado enormemente. Não porque
Deus não saiba onde estamos, mas porque Ele aguarda a nossa manifestação de
vontade. A liberdade foi uma dádiva de Deus em nossa criação e Ele não nos tira
este presente que nos deu. Portanto, aguarda a manifestação de nossa vontade.
Seja sincero com
você mesmo, seja sincero com Deus. Arrependa-se, se necessário. Derrame-se
diante da presença do Senhor. “Buscai a Deus enquanto Ele se deixa encontrar.”
"Permanecer longe de
Deus é suicidar-se constantemente em pequenas partes". Permanecer longe de Deus
é entregar-se aos pecados e “o salário do pecado é a morte”.
Você pode ser a
alegria do céu neste momento. Arrependa-se!
Grita para que seu
Pastor possa encontrá-lo (a)!
Fraternalmente,
@thiagopignatti
8 de setembro de 2011
SENTIDO DA VIDA - por Charles dos Reis
Vida que é marcada por
grandes mudanças, pois os meios de comunicação de massa com sua a repercussão
global têm manipulado a vida do homem. Buscamos o sentido da vida. Mas, tamanha
busca não se remete apenas em nosso tempo. No tempo de Jesus, essa busca também
era frequente; vemos isso no episódio do jovem rico: “Jesus saiu caminhando,
quando veio alguém correndo, caiu de joelhos diante dele e perguntou: “Bom
Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”...” (Marcos 10, 17). Corremos
atrás do sentido da vida, mas, quando nos deparamos com Ele, ofuscamos o olhar
para não seguir o que nos é exigido; procuramos um modo fácil para obter
respostas, entrando, assim, em uma crise de existência.
João Paulo II, em sua
encíclica Jesus Cristo Redentor, dos
Homens, mostra-nos que umas das crises do homem, hoje, se não a maior, é a
busca pelo sentido da vida. No documento de Aparecida, a afirmação do Beato
João Paulo II toma força, revelando que a maioria dos meios de comunicação de
massa nos apresenta uma nova imagem da vida, levando o homem a sua crise. O meio
de comunicação leva cada pessoa a viver um mundo cheio de fantasia, ou seja,
vive-se por viver, sem um sentido, sem saber para onde se vai. Depositamos
nossas esperanças nos meios de comunicação para localizar o sentido da vida;
buscamos respostas rápidas e, quando não as encontramos, entramos em profunda
crise de existência.
Buscamos a transcendência;
buscamos respostas; buscamos o sentido de algo para alguma coisa. Esta busca abre
novos horizontes e a tradição cristã adquire renovados valores, quando a pessoa
se reconhece no Verbo encarnado. A comunidade cristã anuncia a verdade, a vida
para quem as busca: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos
com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da
Palavra da vida – vida esta que se manifestou, que nós vimos e testemunhamos,
vida eterna que a vós anunciamos, que estava junto do Pai e que se tornou
visível para nós...” (1 João 1, 1-2).O papa
Bento XVI nos revela que o homem
não pode viver sem a busca da verdade sobre si mesmo : o que sou, para que devo
viver. Essa verdade é que conduz e abre os horizontes, para ir mais além do
material. Como percebemos, este além da matéria é o próprio Cristo: o Cristo
rejeitado pelo jovem rico, o Cristo anunciado pela comunidade cristã. Jesus é o
verdadeiro homem, verdadeiro Deus e verdadeiro sentido da vida.
Jesus com sua vida
ensina aos apóstolos que o sentido de bem viver está em fazer a vontade do Pai.
Sua morte, como Filho de Deus, foi fonte de vida para todos. E para fazer a
vontade do Pai, temos que conhecer Jesus, pois é através Dele que conhecemos o
Pai, “Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a
Jesus Cristo, aquele que enviaste.” (João 17, 3); o sentido da vida começa em Jesus para realizar-se no Pai. “Eu vim para
que todos tenham vida, e a tenham em abundancia.” (João 10, 10). Assim, os
cristãos são convidados a ser discípulos e anunciadores da única fonte de vida,
Jesus Cristo.
Ser discípulo é
vocação, é dom dado por Deus. Quem se entrega à comunidade cristã, tem o aprendizado
gradual no conhecimento, no amor e no seguimento de Cristo. Assim se tece a
identidade do homem, do cristão que acompanha a busca do sentido da vida, o
Filho de Deus. Este seguimento exige nova atitude; diferente daquela do mundo
global da tecnologia e da informação vazia, exige nova atitude pastoral, novo anúncio da Boa-Nova da vida, a começar
pelos bispos, padres, diáconos, pessoas consagradas e agentes de pastoral e, de
modo muito especial, os jovens.
A Boa-Nova da Vida,
Jesus Cristo, tem destinação universal; alcança a todos os povos. A Igreja, por
revelação de Deus e pela experiência humana da Fé, sabe que Jesus Cristo é a
resposta total, inesgotável e satisfatória às perguntas humanas sobre a verdade
e sobre o sentido da vida. “Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a
Vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”.” (João 14, 6).
Os Jovens que buscam a
Deus são sensíveis à descoberta de sua vocação, dispõem-se a ser discípulos de
Cristo, a ser sentinelas do manhã, comprometendo-se com o anúncio e com a
reforma de um mundo novo, construindo na luz da vida, no plano de Deus. Em sua
procura pelo sentido da vida são capazes de descobrir o chamado particular que Jesus
lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações cristãs são chamadas
a transmitir, a seus irmãos, sem distinção, a corrente de vida que procede de
Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e uma sociedade
sem crise de existência.
Contudo, observemos que
o verdadeiro sentido da vida está em Cristo, que está com o Pai, e em fazer a
vontade do Pai, realizando nossa vocação. Se assim procedermos, poderemos dizer
como Paulo: “Para mim, de fato, o viver é Cristo...”(Filipenses 1, 21).
Deixamos de lado as tecnologias e a globalização, para compreendermos a vida. Mergulhemos
em Cristo, sem medo da exigência como um verdadeiro cristão. O Papa Bento XVI
nos mostra que os dados científicos e os instrumentos tecnológicos não podem
substituir o mundo da vida, os horizontes do significado e da liberdade, a
riqueza das relações de amizade e de amor que se dá em Deus.
Charles dos Reis
Seminarista da Diocese de São Carlos/SP
charlesdosreis@ymail.com
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